Notícias
Projeto inédito no Brasil transforma Rio Belém em laboratório vivo
Iniciativa tem a participação de estudantes e consolida modelo de restauração ecológica urbana
09Jun
2026

Um trecho do Rio Belém, de Curitiba (PR), historicamente impactado pela urbanização, está se tornando referência nacional em restauração ecológica e educação científica. A iniciativa, coordenada pelo Instituto Federal do Paraná (IFPR) e pela Embrapa Florestas, com o apoio da Associação de Educação Personalizada (AEP), mantenedora do Colégio do Bosque Mananciais, completa seus primeiros ciclos com resultados positivos: o crescimento vigoroso da vegetação plantada e o início de estudos avançados sobre a fauna local.
Iniciado no segundo semestre do ano passado e com duração prevista de 36 meses, o projeto utiliza soluções baseadas na natureza para estabilizar as margens do rio, evitando a concretagem. Os resultados iniciais indicam respostas otimistas: as mudas plantadas no final de 2025, no trecho que atravessa o terreno do Colégio, na Rua Mateus Leme, apresentam desenvolvimento consistente em altura e vigor. “O trabalho de campo assume papel central no processo formativo. As mudas foram plantadas por estudantes de diferentes séries, com a participação de professores e colaboradores do projeto. Todo o processo científico é acompanhado pelos alunos, que participam das atividades de identificação e análise em uma abordagem de ciência cidadã que conecta o ensino à produção de conhecimento”, afirma o Diretor Geral do Colégio do Bosque Mananciais, Alexandre Velilla Garcia.
Iniciado no segundo semestre do ano passado e com duração prevista de 36 meses, o projeto utiliza soluções baseadas na natureza para estabilizar as margens do rio, evitando a concretagem. Os resultados iniciais indicam respostas otimistas: as mudas plantadas no final de 2025, no trecho que atravessa o terreno do Colégio, na Rua Mateus Leme, apresentam desenvolvimento consistente em altura e vigor. “O trabalho de campo assume papel central no processo formativo. As mudas foram plantadas por estudantes de diferentes séries, com a participação de professores e colaboradores do projeto. Todo o processo científico é acompanhado pelos alunos, que participam das atividades de identificação e análise em uma abordagem de ciência cidadã que conecta o ensino à produção de conhecimento”, afirma o Diretor Geral do Colégio do Bosque Mananciais, Alexandre Velilla Garcia.
Monitoramento da Fauna e Rigor Científico - A grande novidade deste 1º semestre de 2026 é o início do monitoramento sistemático de organismos-chave para a regeneração natural, especialmente polinizadores e dispersores de sementes, como abelhas nativas sem ferrão, besouros, borboletas, mariposas, aves e pequenos mamíferos. O professor Gledson Bianconi, do IFPR, um dos coordenadores do projeto, destaca a importância desse contato direto com o método científico para a formação dos estudantes: “Não estamos apenas observando a natureza; estamos ensinando a coletar dados reais, analisar o solo e a vegetação e compreender as interações ecológicas — como a polinização e a dispersão de sementes realizadas por diferentes grupos da fauna. O objetivo é que os estudantes vejam o Rio Belém não como um problema da cidade, mas como um ecossistema cuja a recuperação eles têm competência técnica para compreender e apoiar”, explica Bianconi.
Modelo - Mais do que recuperar um trecho específico, o projeto busca consolidar um modelo replicável de restauração ecológica urbana. A ideia é integrar conservação da biodiversidade, soluções baseadas na natureza e educação científica com a participação ativa da comunidade escolar. Para o diretor executivo da AEP, Roberto Abia Fernández, a iniciativa gera modelos de manejo que podem servir de subsídio para futuras políticas públicas de conservação e gestão de áreas verdes em contextos urbanos.
Cronologia e Evolução (2025-2026):
-
Agosto/2025: Preparação da área e estabilização do talude com técnicas de engenharia natural (alternativa à concretagem).
-
Outubro/2025: I Workshop de Ciência e Tecnologia (dia 3) e plantio coletivo de mudas nativas (dia 6), concluído em 23 de outubro.
-
Novembro/2025 - Janeiro/2026: Fase de manejo contínuo, avaliação do solo e início do planejamento das ações de controle de espécies exóticas invasoras, atualmente em andamento.
-
Fevereiro - junho/2026: Início do monitoramento da fauna, acompanhamento do crescimento das mudas plantadas, início, em abril, do planejamento das ações voltadas às abelhas nativas e planejamento do manejo das epífitas – plantas que crescem sobre outras, como bromélias e samambaias – com foco no aumento da diversidade estrutural da vegetação.
Sobre o Colégio do Bosque Mananciais:
Fundado em 2010 em Curitiba por um grupo de famílias, o Colégio do Bosque Mananciais é uma instituição de ensino que alia excelência acadêmica à formação humana integral. Com unidades dedicadas (Unidade Bosque para meninos e Unidade Mananciais para meninas), o colégio atende da Educação Infantil ao Terceirão. Em 15 anos de história, consolidou-se como referência nacional, conquistando o 1º lugar geral no Paraná no Enem 2024 e mantendo índices superiores a 90% de aprovação em universidades públicas. Além da matriz em Curitiba e filiais no Paraná, a instituição expandiu sua atuação em 2026 com a inauguração da unidade em Recife (PE), levando seu modelo educativo centrado no protagonismo da família para o Nordeste brasileiro.
PARA MAIS INFORMAÇÕES/agendamento de entrevistas:
Adriana Taques Mussi Endres
jornalista - Colégio do Bosque Mananciais
jornalista - Colégio do Bosque Mananciais
41 99953 1247 - comunicacao@bosquemananciais.org.br
@bosquemananciais * www.bosquemananciais.org.br
